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Uma Conversa Pela Vida: Professor Carlão transforma gratidão em missão e alerta sobre a importância da doação de órgãos em Caarapó
07 DE MAI
Secretaria Municipal de Governo e Administração

Uma Conversa Pela Vida: Professor Carlão transforma gratidão em missão e alerta sobre a importância da doação de órgãos em Caarapó

Uma Conversa Pela Vida: Professor Carlão transforma gratidão em missão e alerta sobre a importância da doação de órgãos em Caarapó A vida pode mudar completamente com uma única palavra: sim . Foi exatamente o "sim" de um desconhecido que devolveu o futuro a Carlos Alberto Rezende , carinhosamente conhecido como Professor Carlão. Biólogo, biomédico e fundador do Instituto Sangue Bom , Carlão possui uma trajetória que é uma verdadeira marca de superação. Em 2015, após receber o diagnóstico de aplasia medular severa — uma doença grave e rara —, ele iniciou uma luta incansável pela vida. A cura veio através de um transplante de medula óssea de um doador não aparentado, um marco que não apenas o salvou, mas o inspirou a criar o Instituto em 2016. Hoje, ele atua em diversas frentes, desde campanhas de doação de sangue e medula até o empréstimo de equipamentos de mobilidade e a doação de cabelos para pacientes oncológicos. No dia 05 de maio de 2026, a convite da Loja Maçônica Mensageiros da Fraternidade Nº 40 , em Caarapó, Professor Carlão conduziu a palestra "Histórias de um Transplantado" . Em uma conversa franca e profunda com a nossa equipe, ele detalhou como a dor se transformou em um projeto de utilidade pública e quais são os maiores desafios para formar uma nação doadora. A semente do Instituto: A Gratidão O trabalho incansável de Carlão não nasceu de um planejamento frio, mas de um profundo sentimento de gratidão enquanto lutava contra a doença. Ao ser questionado sobre o exato momento em que decidiu que sua vivência precisava ultrapassar a esfera privada, ele relembra seus dias no hospital. "Quando fui internado em agosto de 2015, recebi uma doação de sangue gigantesca. Estava internado no quarto andar do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, o Rosa Pedrossian, aqui em Campo Grande, a capital do estado. Como gesto de gratidão, independentemente do tempo de vida que eu tivesse e sem ainda um diagnóstico definitivo fechado, resolvi montar o projeto Sangue Bom." Ele ressalta que se sentiu tocado pelo imenso volume de doações e visitas que recebeu no período mais agudo do diagnóstico. O projeto, que começou com o objetivo de retribuir, logo foi elevado à categoria de Instituto, com o propósito claro de informar, conscientizar e organizar campanhas de doação. Desinformação: O grande gargalo da saúde pública Apesar dos avanços científicos, a maior barreira para a doação de órgãos e medula no Brasil ainda é cultural. Professor Carlão é enfático ao identificar a falta de informação verídica e os mitos espalhados pela sociedade como fatores limitantes. "Temos como fatores limitantes a falta de informação. As pessoas realmente não têm informações adequadas e verídicas sobre qual é a importância da doação de sangue, da doação de medula óssea e da doação de órgãos. Existem muitos mitos." Para combater isso, o Instituto já executou mais de 6.300 ações nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e meio ambiente desde 2015. Só no ano de 2026, a organização contabilizou 173 ações executadas. Ele detalha a estratégia adotada pelo Instituto: formar uma cadeia de solidariedade. "Primeiro formamos o doador de sangue para posteriormente trabalharmos na formação de um novo doador de medula óssea, que está entre dezoito e trinta e cinco anos, para formar uma futura geração doadora de órgãos." Para esclarecer a população, ele faz questão de destacar as regras claras para quem deseja ajudar: Doação de Sangue: A pessoa pode se cadastrar entre 16 e 69 anos (sendo que entre 16 e 18 anos só pode doar acompanhado de um responsável). Em Mato Grosso do Sul, é preciso ter peso mínimo de 51 quilos. Doação de Medula Óssea: É necessário ter entre 18 e 35 anos, podendo se cadastrar a partir da maioridade. Carlão conhece o valor prático dessa matemática. "Como sou transplantado de medula óssea, sei na pele a necessidade de ter um doador quando precisei. Meu doador é alogênico e não aparentado: um jovem de 33 anos que mora em Rio Azul, no Paraná. Ele se cadastrou sem me conhecer e, quando foi chamado, disse sim. O processo é integralmente voluntário. Ele salvou a minha vida." A união de forças: Rede Pública, Terceiro Setor e a Maçonaria Mato Grosso do Sul conta com o Hemosul, que faz a coordenação de toda a coleta, trabalho com sangue e distribuição para os hospitais. No entanto, Carlão pontua que o sistema não depende apenas da saúde pública. Organizações do terceiro setor são vitais na educação da população e na conscientização visando formar uma nação doadora. Esse esforço educacional ganha força quando instituições abrem suas portas para a sociedade, como fez a Maçonaria em Caarapó. "Ontem, tivemos a honra e o orgulho de sermos convidados pela Loja Mensageiros, do Oriente de Caarapó. Foi uma ação muito positiva que envolveu não apenas os maçons, mas também seus familiares e convidados. A Maçonaria realmente tem um papel relevante. Onde está localizada, no mundo inteiro, participa de ações voltadas para fraternidade e solidariedade." O apelo final: O "Sim" começa em casa Ao encerrar a conversa, o Professor Carlão deixou um alerta crucial para todos os cidadãos de Caarapó. No Brasil, a lei vigente diz que a família, o ente responsável, é quem autoriza a doação de órgãos de parentes que venham a óbito. "A média nacional atualizada gira em torno de 43,5% . Esse é o percentual de famílias brasileiras que se recusam a autorizar a doação de órgãos, por vários motivos, entre eles muitos mitos. É muito importante frisar: as famílias dizem sim ou não para a doação de órgãos." Para facilitar essa comunicação e garantir que a vontade do doador seja respeitada, Carlão recomenda uma ação prática que pode ser feita por qualquer pessoa: a emissão da AEDO (Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos) . O que é: Um documento gratuito, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela ANOREG — Associação dos Notários e Registradores do Brasil. Como fazer: Você pode fazer virtualmente ou presencialmente em qualquer cartório da sua cidade. Qual a função: Nele, a pessoa manifesta seu interesse em ser doadora de órgãos. O AEDO não tem valor legal impositivo sobre a família, mas serve para informar os parentes sobre o desejo do ente, facilitando a decisão no momento adequado. "Então, é muito importante que a vida continue. É muito importante imaginar que os órgãos de um ente querido que se foi possam estar salvando a vida de outra pessoa. Isso é bonito, não tem preço, e é realmente um grande momento de fraternidade, solidariedade e de amor ao próximo" , conclui o professor, cuja própria vida é a maior prova de que a doação é o verdadeiro milagre da ciência aliado à bondade humana.

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